
A sonda privada Peregrine, destinada à exploração lunar, encontra-se atualmente em rota de colisão com a Terra após ter sofrido um vazamento de combustível logo após o seu lançamento na semana passada. A informação foi divulgada pela construtora Astrobotic no sábado, dia 13 de janeiro.
Lançada em direção à Lua no dia 8 de janeiro a bordo de um foguete Vulcan Centaur da United Launch Alliance, a Peregrine enfrentou uma falha crítica devido ao vazamento de combustível logo após se separar do propulsor. A falta de combustível comprometeu a capacidade da sonda de realizar um pouso suave na superfície lunar no próximo mês, conforme planejado pela Astrobotic. Embora a empresa tenha lutado para manter a sonda operacional pelo maior tempo possível, sua trajetória atual indica que o fim da missão é iminente.
'Nossos esforços de análise foram dificultados pelo vazamento de propulsor, o que aumentou a incerteza nas previsões da trajetória do veículo', declarou a Astrobotic em uma atualização na plataforma X (anteriormente Twitter) no sábado. 'Nossa avaliação mais recente indica que a espaçonave está em uma trajetória em direção à Terra, onde provavelmente se desintegrará na atmosfera terrestre.'
A Astrobotic não forneceu uma data específica para quando se espera que a Peregrine entre na atmosfera terrestre, mas os engenheiros da empresa, com sede em Pittsburgh, continuam trabalhando para salvar a sonda.
'A equipe está avaliando opções e forneceremos atualizações assim que possível', informou a Astrobotic. No domingo, a Peregrine estava a aproximadamente 389.000 quilômetros da Terra, além da órbita da Lua, que orbita a Terra a cerca de 384.400 quilômetros.
A Peregrine é a primeira sonda lunar privada dos EUA a ser lançada e a primeira a levar experimentos da NASA e cargas comerciais para a Lua, bem como a primeira missão a voar sob o programa Commercial Lunar Payloads Services da NASA. Ela carrega cinco experimentos da NASA e 15 outras cargas úteis para uma variedade de clientes, incluindo restos humanos destinados a um enterro lunar pelas empresas Celestis e Elysium Space.
A sonda deveria realizar sua tentativa de pouso na Lua em 23 de fevereiro, mas o vazamento de combustível tornou isso inviável, segundo a Astrobotic à medida que a situação se desenvolvia. Nos últimos dias, o vazamento diminuiu, permitindo que os engenheiros prolongassem a vida útil da sonda.
'O vazamento de propulsor diminuiu consideravelmente a ponto de não ser mais a principal prioridade da equipe', afirmou a Astrobotic, ainda que um pouso suave na Lua continue fora de questão.
Oficiais da Astrobotic e da NASA devem realizar uma coletiva de imprensa na quinta-feira (18 de janeiro) para discutir o status da missão.
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