
As imagens capturadas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST) estão proporcionando uma visão revolucionária das galáxias espirais, que estão deixando até mesmo os cientistas mais experientes de queixo caído. Parte do programa PHANGS (Physics at High Angular resolution in Nearby GalaxieS), essas imagens detalham 19 galáxias espirais vistas de frente, revelando os braços galácticos e seus inúmeros astros, além dos núcleos densos, lar de buracos negros supermassivos.
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A capacidade do JWST de capturar luz infravermelha próxima (NIR) e média (MIR) permite que ele mostre detalhes que o Hubble, operando em luz visível, UV e uma pequena parte do infravermelho, não pode. Nas imagens de alta resolução do JWST, tons vermelhos denotam gás e poeira emitindo luz infravermelha, e picos de difração luminosos no centro galáctico podem indicar a atividade de buracos negros supermassivos ou uma alta concentração de estrelas.
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Diferenças na idade das estrelas, desde as mais antigas no centro das galáxias até as mais jovens e azuis nos braços, são notáveis. As mais jovens, ainda envoltas em gás e poeira, são indicadas por aglomerados laranjas, sugerindo que ainda estão acumulando material e formando-se. 'Essas são as regiões onde podemos encontrar as estrelas mais novas e massivas das galáxias', explica Erik Rosolowsky, físico na Universidade de Alberta.
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Os dados do JWST, combinados com observações de outros telescópios como o VLT, ALMA e o Hubble, estão oferecendo novas percepções sobre a formação e evolução das galáxias. 'As novas imagens do Webb são extraordinárias. Elas são impressionantes até mesmo para pesquisadores que estudaram essas mesmas galáxias por décadas', afirma Janice Lee, cientista do projeto no Space Telescope Science Institute.
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Os braços espirais das galáxias, que lembram ondas viajando pelo espaço, são essenciais para entender como as galáxias constroem, mantêm e cessam a formação estelar. A cor das imagens é artificialmente atribuída para torná-las significativas aos olhos humanos, revelando detalhes que de outra forma seriam invisíveis.
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Além das imagens, um catálogo com cerca de 100.000 aglomerados estelares faz parte de um extenso conjunto de dados liberados pelo JWST. 'A quantidade de análise que pode ser feita com essas imagens é muito maior do que qualquer coisa que nossa equipe poderia lidar', disse Rosolowsky, demonstrando o entusiasmo com a contribuição da comunidade científica. Este tesouro de informações promete alimentar a pesquisa astronômica por muitos anos.
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