
A preocupação em torno do dano aos consumidores com o recente acordo da Microsoft foi ampliada e agora também inclui as tecnologias emergentes de streaming de jogos, conhecida como cloud gaming. Essa nova tecnologia permite que as pessoas joguem sem a necessidade de hardware, como os consoles de jogos.
Essa decisão é um sinal de que os reguladores em todo o mundo estão ampliando o seu escopo antitruste e estão empenhados em ajudar a moldar os mercados emergentes antes que algumas poucas grandes empresas possam dominá-los. A falha em obter aprovação em um grande mercado como o Reino Unido ou os Estados Unidos pode forçar a Microsoft a desistir da aquisição, mesmo que outro órgão regulador na União Europeia ainda não tenha tomado uma decisão final.
Nos Estados Unidos, a presidente da F.T.C., Lina Khan, tem se empenhado em impedir a consolidação de empresas de tecnologia e agora também está de olho em como os gigantes da tecnologia podem abusar de seu poder na corrida para desenvolver ferramentas de inteligência artificial. A F.T.C. também está construindo um caso antitruste contra a Amazon.
Na quarta-feira, a F.T.C. disse que estava alinhada com o regulador britânico. “Também temos preocupações, como explicado em nossa queixa, sobre os efeitos anticompetitivos deste acordo”, disse Holly Vedova, diretora do Escritório de Concorrência da agência, em um comunicado.
Essa decisão das autoridades britânicas mostra que uma era de grandes acordos tecnológicos pode estar chegando ao fim e que agora os reguladores estão mais atentos para evitar a formação de monopólios.
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