
Uma comissão de cientistas especializados em física de partículas recomendou a construção de um inovador colisor de partículas nos Estados Unidos, de acordo com um relatório preliminar divulgado na quinta-feira sobre o futuro da física de partículas. O projeto, que poderia ser desenvolvido no Fermi National Accelerator Laboratory em Illinois, utilizaria colisões de partículas pontuais conhecidas como múons, que são similares aos elétrons, porém mais massivos. A expectativa é que os múons possam proporcionar resultados mais impactantes do que os prótons usados no Grande Colisor de Hádrons (LHC) no CERN, ampliando a busca por novas forças e partículas no universo desconhecido.
A iniciativa tem o potencial de recolocar a física de partículas americana em uma posição de destaque, perdida desde 1993 quando o Congresso cancelou o projeto do Supercondutor Super Colisor. Contudo, estima-se que serão necessários pelo menos dez anos para demonstrar a viabilidade do colisor de múons e definir seus custos.
"Esta é a nossa grande oportunidade com os múons," expressou o comitê responsável por traçar o caminho da física de partículas americana para a próxima década, no relatório intitulado "Explorando o Universo Quântico: Caminhos para Inovação e Descoberta em Física de Partículas". O relatório está sendo apresentado e debatido em um encontro em Washington, D.C., e em seguida será discutido no Fermilab.
Além da proposta do colisor de múons, o relatório enfatiza a importância de investimentos em experimentos de nova geração que investiguem neutrinos, a radiação cósmica de fundo remanescente do Big Bang e a matéria escura, que atua como cola gravitacional das galáxias. A comissão também sugeriu a participação em uma futura instalação na Europa ou no Japão destinada ao estudo do bóson de Higgs, cuja descoberta em 2012 foi fundamental para compreender como outras partículas adquirem massa.
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