As ações da Apple (AAPL) sofreram uma queda considerável na terça-feira, com uma redução de aproximadamente 1,9%, influenciada pelo relatório do analista da TF International Securities, Ming-Chi Kuo, que previu uma queda de até 15% nas remessas de iPhones em 2024 em comparação com o ano anterior. A empresa se prepara para divulgar os resultados financeiros do primeiro trimestre na quinta-feira após o fechamento do mercado.
Segundo Kuo, conhecido por suas previsões acertadas sobre os movimentos da Apple, a diminuição das vendas de iPhones na China e a ascensão de smartphones com inteligência artificial generativa e modelos dobráveis estão pressionando o desempenho do iPhone durante o ano. 'As remessas semanais da Apple na China caíram de 30% a 40% [ano a ano] nas últimas semanas, e essa tendência de queda deve persistir', disse Kuo em uma publicação no Medium.
A situação foi intensificada pelo retorno da Huawei ao mercado e pela preferência dos consumidores chineses de alta renda por telefones dobráveis. Diante dessa realidade, instituições como Barclays, Piper Sandler e Redburn Atlantic rebaixaram as ações da Apple no início de janeiro, preocupadas com as vendas de iPhones na China. Em contraste, o Bank of America elevou a classificação das ações da Apple, apontando o headset Vision Pro e a inteligência artificial generativa como catalisadores de crescimento futuro.
Essa tendência negativa também fez com que a Apple perdesse sua posição como a empresa de capital aberto mais valiosa do mundo por capitalização de mercado, sendo agora avaliada em US$ 2,9 trilhões, abaixo da Microsoft, que alcançou uma capitalização de mercado de US$ 3,05 trilhões na terça-feira à tarde.
Em meio a esses desafios, a Apple está passando por grandes mudanças, adaptando-se à legislação da União Europeia com o Digital Markets Act e planejando abrir os dispositivos dos consumidores europeus para lojas de aplicativos de terceiros e permitir serviços de streaming de jogos como o Xbox Cloud Gaming da Microsoft em seus dispositivos.
No entanto, críticos como Tim Sweeney, CEO da Epic, e Daniel Ek, CEO da Spotify, argumentam que as mudanças propostas pela Apple não são suficientes para atender às suas preocupações antitruste.
Adicionalmente, o Departamento de Justiça dos EUA está supostamente considerando a possibilidade de abrir um processo antitruste contra a Apple relacionado às práticas de sua App Store, conforme reportado pela Bloomberg.
Enquanto isso, a Apple se prepara para o lançamento do Vision Pro, um headset de AR/VR que representa a primeira nova categoria de produto da empresa desde o lançamento do Apple Watch há quase uma década. O Vision Pro estará à venda em 2 de fevereiro.
Daniel Howley, editor de tecnologia da Yahoo Finance, vem cobrindo a indústria da tecnologia desde 2011 e pode ser seguido no Twitter @DanielHowley. Para mais notícias sobre tecnologia que podem impactar o mercado acionário, é possível se inscrever no boletim informativo de tecnologia da Yahoo Finance.
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