
A sonda Voyager 1 da NASA, atualmente o artefato espacial mais distante da Terra, com aproximadamente 24 bilhões de quilômetros de distância, enfrenta problemas técnicos que comprometem a comunicação com sua equipe de missão. Engenheiros estão trabalhando para resolver um 'glitch' no computador da sonda, que persiste em uma espécie de modo repetição, enviando um padrão constante de uns e zeros, impedindo o retorno de dados científicos e de engenharia.
. Com 46 anos de serviço, a sonda, que deveria operar por apenas cinco anos, agora explora território cósmico inexplorado além do sistema solar, junto de sua sonda gêmea Voyager 2, que também se encontra no espaço interestelar após viajar mais de 20 bilhões de quilômetros. Ambas as sondas são excepcionais por continuarem operacionais além da heliosfera, ultrapassando os objetivos iniciais de sobrevoar Júpiter, Saturno, Urano e Netuno há décadas.
. Desafios surgem no caminho dessas sondas veteranas, que agora dependem dos manuais originais escritos há décadas, pois não há previsões para os problemas atuais decorrentes da longevidade dos dispositivos. A equipe da missão precisa considerar todas as implicações antes de enviar mais comandos, para garantir que a operação da sonda não seja afetada de maneira inesperada.
. O 'glitch' atual, que foi detectado pela primeira vez em 14 de novembro, não retornou dados utilizáveis até o momento, mesmo após comandos para reiniciar o sistema de dados de voo. O processo de diagnóstico e correção pode levar semanas, uma vez que a sonda está tão distante que cada comando leva 22,5 horas para chegar até ela, e são necessárias 45 horas para receber uma resposta.
. A equipe da Voyager já enfrentou problemas semelhantes no passado, lidando com interrupções e problemas técnicos, como o ocorrido em 2020, quando a Voyager 2 ficou sete meses sem comunicar com a Terra. Estratégias criativas têm sido adotadas para estender o fornecimento de energia das sondas e permitir que continuem suas missões recordistas. 'Os Voyagers estão desempenhando muito além de suas missões primárias e por mais tempo do que qualquer outra nave espacial na história', disse Calla Cofield, especialista em relações com a mídia do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. A expectativa é resolver os problemas, mas desafios são esperados dada a duração sem precedentes das missões.
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