
Geoffrey Hinton, um pioneiro em inteligência artificial, recentemente se juntou a uma crescente onda de críticos que alertam sobre os perigos da inteligência artificial generativa, a tecnologia que alimenta bots populares como o ChatGPT. Em 2012, Dr. Hinton e dois de seus alunos de pós-graduação na Universidade de Toronto criaram a tecnologia que se tornou a base intelectual para os sistemas de IA que as maiores empresas de tecnologia acreditam ser a chave para seu futuro.
Entretanto, na segunda-feira, o Dr. Hinton anunciou que deixou seu cargo na Google, onde trabalhou por mais de uma década e se tornou uma das vozes mais respeitadas no campo da inteligência artificial, para poder falar livremente sobre os riscos da IA. Ele confessou que, em parte, se arrepende do trabalho de sua vida.
"Eu me consolo com a desculpa normal: se eu não tivesse feito, outra pessoa teria feito", disse o Dr. Hinton durante uma longa entrevista na semana passada na sala de jantar de sua casa em Toronto, a poucos passos de onde ele e seus alunos fizeram sua descoberta.
Os perigos da IA generativa são reais e Dr. Hinton não é o único a alertar sobre isso. Há uma corrida frenética entre as maiores empresas de tecnologia para criar produtos baseados em IA generativa, mas a que custo? O Dr. Hinton está preocupado com as consequências imprevistas que podem surgir a partir dessa tecnologia, que pode ser perigosa se mal utilizada.
Agora, livre para falar abertamente, ele espera que mais pessoas se juntem a ele nessa luta para tornar a IA mais segura. Afinal, não podemos sacrificar a segurança em nome do progresso tecnológico.
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