
Um espetáculo celeste de grande magnificência acontecerá na próxima segunda-feira (8), quando um eclipse solar total será visível em partes do México, Estados Unidos e Canadá. O fenômeno, que promete encantar tanto entusiastas quanto cientistas, também possibilitará a observação de estrelas, planetas e do cometa 12P/Pons-Brooks, conhecido como 'Cometa do Diabo'. A Nasa aproveitará o evento para conduzir pesquisas científicas avançadas, financiando cinco projetos em parceria com instituições acadêmicas para estudar o Sol e sua influência na Terra.
O eclipse solar total de 2017, que cruzou os EUA de costa a costa, conseguiu reunir mais de 20 milhões de espectadores. O eclipse deste ano promete superar esse número, já que será visível em áreas mais densamente povoadas, potencialmente atraindo um público superior a 30 milhões de pessoas e tornando-se o eclipse mais observado da história.
Durante o evento, que ocorrerá no início da tarde, os observadores posicionados no centro do percurso do eclipse terão de 4min20s a 4min27s para apreciar o fenômeno. Além disso, a redução da temperatura e as reações comportamentais dos animais, que se confundem com a chegada antecipada da noite, também serão notáveis.
Entre os experimentos científicos planejados para a ocasião, a Nasa enviará um avião WB-57 de alta altitude para capturar imagens detalhadas da coroa solar e procurar por asteroides próximos ao Sol. Observações espectroscópicas também serão realizadas para obter informações sobre a temperatura e a composição química da coroa solar e das ejeções de massa coronal.
Operadores de rádio amador são convidados a testar a comunicação durante o eclipse, ajudando a estudar as mudanças na ionosfera, que afetam as transmissões de rádio. Além disso, pesquisas serão feitas para compreender o impacto da radiação solar nas camadas superiores da atmosfera terrestre, utilizando a rede de radares SuperDarn.
Por fim, um grupo de cientistas e educadores aproveitará o eclipse para estudar os pontos quentes magnéticos do Sol, utilizando um radiotelescópio de 34 metros para medir mudanças sutis nas emissões de rádio das regiões ativas do Sol, oferecendo uma oportunidade única para a ciência solar avançar significativamente.
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