
Uma investigação realizada pelo laboratório de cibersegurança Qianxin Xlabs, sediado na China, aponta o Brasil como foco de uma nova modalidade de crime cibernético que envolve o uso de TV Boxes piratas. Segundo o estudo, hackers estão explorando esses dispositivos para instalar malwares e criar vastas redes de computadores zumbis, ou botnets, com o objetivo de roubar dados e realizar atividades ilícitas.
A prática tem se intensificado com o grupo Bigpanzi, identificado como ativo desde 2015, controlando mais de 170 mil dispositivos infectados. Uma análise recente, datada de agosto de 2023, revelou que cerca de 1,3 milhão de endereços IP associados a esse grupo estariam operando no Brasil, afetando diretamente diversos estados, incluindo Rio de Janeiro, Amazonas e Paraná.
Os métodos de infecção utilizados pelo Bigpanzi são sofisticados, envolvendo desde a distribuição de atualizações de firmware fraudulentas até a instalação de aplicativos maliciosos com backdoors. Uma vez comprometidos, os TV Boxes piratas são cooptados para uma série de atividades ilegais, que vão desde streaming ilegal até ataques de negação de serviço (DDoS), passando por intercâmbio de dados comprometedores.
Especialistas do Qianxin Xlabs alertam para a gravidade do cenário, indicando que as descobertas atuais podem representar apenas 'a ponta do iceberg em termos do que Bigpanzi reage'. O alerta sugere um aumento tanto na complexidade quanto no volume de ataques cibernéticos que utilizam esses aparelhos como vetor, o que exige atenção redobrada das autoridades e dos próprios usuários para a segurança de suas informações digitais.
Confira os últimos vídeos publicados no canal