
Durante o evento WWDC 2024, a Apple anunciou uma série de novas ferramentas baseadas em IA, agrupadas sob o nome de Apple Intelligence, que estarão disponíveis para iOS 18 e macOS 15 ainda este ano. Em uma entrevista à Fast Company, Craig Federighi, chefe de engenharia de software da empresa, discutiu as inovações e a parceria com a OpenAI. Segundo ele, Apple Intelligence permitirá aos usuários desde reescrever textos até gerar imagens e emojis, além de uma Siri aprimorada que agora compreende o contexto apresentado na tela.
A Apple optou por uma abordagem mista de processamento nos dispositivos e na nuvem para essas funcionalidades. A integração do ChatGPT com a Siri é um dos destaques, possibilitando que a assistente virtual utilize um dos modelos de linguagem líderes do mercado, o GPT-4o. Federighi ressaltou a importância de tornar essas capacidades acessíveis, mencionando que, embora a Apple desenvolva seus próprios modelos, há modelos externos notáveis disponíveis.
Além disso, sempre que a Apple Intelligence não conseguir responder a uma questão, a Siri solicitará permissão para enviar a requisição ao ChatGPT. Planos futuros incluem suporte a mais modelos de linguagem de terceiros, proporcionando aos usuários liberdade para escolher os que melhor atendem suas necessidades.
A empresa também enfrenta desafios regulatórios na China, um de seus mercados mais importantes. Federighi confirmou que estão explorando maneiras de disponibilizar o Apple Intelligence lá, apesar das restrições, mas sem definir um cronograma. Inicialmente, o serviço estará disponível em inglês dos EUA, sem detalhes sobre a disponibilidade em outras regiões.
Federighi também abordou aspectos técnicos dos servidores de IA da Apple, chamados Private Cloud Compute (PCC), que processam parte das solicitações e criptograficamente destroem os dados após o processamento, sem que a Apple tenha acesso aos mesmos. Ele antecipa que, embora futuros chips possam suportar modelos de linguagem maiores, a integração com modelos online será essencial para manter as informações atualizadas. Para mais informações, confira a entrevista completa no site da Fast Company.
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