
Um marco histórico foi alcançado na exploração espacial americana: a nave Odysseus, construída pela Intuitive Machines, pousou na região polar sul da Lua às 18h23, horário da costa leste dos EUA, na quinta-feira, marcando a primeira aterrissagem de uma espaçonave americana no satélite natural em meio século, desde a missão Apollo 17 em 1972. Antes do pouso, a câmera a bordo da sonda capturou imagens do cratera Bel'kovich K, na quarta-feira. Este feito inaugura uma nova era na NASA, que busca uma exploração espacial mais econômica por meio do programa Commercial Lunar Payload Services (CLPS), contratando empresas menores para transportar instrumentos científicos para o solo lunar. Entre os instrumentos levados por Odysseus, que é do tamanho de uma cabine telefônica, estavam uma câmera estéreo e um receptor de rádio. Após um breve silêncio que causou ansiedade no controle de voo, Tim Crain, CTO da Intuitive Machines, confirmou a presença do sinal fraco da nave, seguido pelo sucesso da missão. A Odysseus superou desafios técnicos, incluindo a substituição de um instrumento laser defeituoso por outro experimental fornecido pela NASA, para pousar em uma área plana perto da cratera Malapert A, despertando interesse pelas reservas de água congelada na região. Outros países e empresas já tentaram, com diversos níveis de sucesso, o envio de sondas à Lua. A Intuitive Machines tem contratos para mais duas missões do CLPS e, com isso, a NASA espera que a competição e o capitalismo impulsionem a inovação e a redução de custos na exploração lunar.
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