
Em um movimento audacioso que marca um novo capítulo na exploração lunar, uma nave espacial chinesa pousou no lado oculto da Lua neste domingo, 2 de junho de 2024, para coletar amostras de solo e rochas. O pouso ocorreu às 6:23 da manhã, horário de Pequim, na vasta cratera conhecida como Bacia do Polo Sul-Aitken, informou a Administração Espacial Nacional da China. Essa missão é parte do programa Chang'e, nomeado em homenagem a uma deusa lunar chinesa, e representa a sexta expedição lunar do programa. Curiosamente, esta é a segunda missão do programa destinada a trazer amostras de volta à Terra, seguindo os passos bem-sucedidos da Chang'e 5 em 2020. A China, emergindo como uma potência global no setor espacial, não só colocou sua própria estação espacial em órbita como também tem planos ambiciosos de enviar seres humanos à Lua até 2030, o que a tornaria a segunda nação, após os Estados Unidos, a realizar tal feito. Enquanto isso, os EUA planejam retornar astronautas à Lua em 2026, após mais de 50 anos. As missões para o lado afastado da Lua apresentam desafios adicionais, como a necessidade de um satélite de retransmissão para manter a comunicação, dado que este lado não está voltado para a Terra. Além disso, o terreno acidentado e com poucas áreas planas dificulta os pousos. A bacia onde a sonda pousou, criada por um grande impacto há mais de 4 bilhões de anos, é a cratera mais antiga e maior do tipo na Lua, o que pode oferecer informações inéditas sobre o satélite. Segundo relatórios da agência Xinhua, o enorme impacto pode ter expelido materiais das profundezas abaixo da superfície lunar. O módulo de pouso está equipado para coletar até 2 quilogramas de material, que será enviado de volta à Terra em um container metálico hermeticamente fechado, com previsão de chegada ao deserto da Mongólia Interior, na China, por volta do dia 25 de junho.
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