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O Ministério Público de São Paulo está investigando um caso de racismo que envolve o jogo "Simulador de Escravidão", disponível na Play Store. Além do desenvolvedor do game e do próprio Google, a promotoria está de olho nos usuários que deixaram comentários preconceituosos na avaliação do aplicativo.
Segundo informações, vários usuários reclamaram que o jogo tinha poucas possibilidades de agressão e que isso tornava a experiência monótona. No entanto, alguns comentários ultrapassaram o limite da opinião e se tornaram racistas, o que motivou a investigação.
A promotoria do caso está apurando se houve análise humana na liberação do app na loja virtual, uma vez que o conteúdo é extremamente controverso e pode ferir a dignidade de muitas pessoas. O aplicativo foi retirado da Play Store no dia 24 de maio, mas a apuração continua para que os responsáveis sejam identificados e punidos.
É importante lembrar que o racismo é crime e não deve ser tolerado em nenhuma circunstância. A liberdade de expressão não pode ser usada como justificativa para a disseminação do ódio e da discriminação, e as empresas responsáveis por disponibilizar aplicativos na internet devem ter um cuidado especial com a seleção dos conteúdos disponíveis em suas lojas virtuais.
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