
Na última quarta-feira (26), um satélite russo inativo, conhecido como RESURS-P1 e desativado desde 2022, desintegrou-se em mais de 100 pedaços, espalhando lixo espacial na órbita terrestre. O incidente gerou preocupações significativas para a segurança dos astronautas na Estação Espacial Internacional (EEI), que precisaram se refugiar em suas cápsulas por aproximadamente uma hora, conforme relatado pelas agências espaciais dos Estados Unidos.
O satélite RESURS-P1, que já havia sido aposentado pela agência espacial russa Roscosmos, não teve suas causas de desintegração imediatamente explicadas pelas autoridades. Este evento levanta novas discussões sobre os riscos crescentes relacionados ao acúmulo de lixo espacial, especialmente com o aumento do número de satélites desativados que permanecem em órbita.
De acordo com a empresa LeoLabs, especializada em rastreamento espacial, fragmentos continuaram a ser liberados no espaço várias horas após o incidente. O Comando Espacial Americano acompanha a trajetória dos destroços e assegura que, por enquanto, não representam uma ameaça imediata para outros satélites.
Em 2021, a Rússia já havia sido criticada por testar um míssil antissatélite, que resultou na destruição de outro satélite desativado e na consequente produção de milhares de fragmentos em órbita. Esse tipo de teste foi amplamente condenado pela comunidade internacional, incluindo agências de países ocidentais, pela contribuição significativa ao problema do lixo espacial.
O incidente com o RESURS-P1 aconteceu enquanto ele sobrevoava Plesetsk, uma base russa. Algumas fontes sugerem que a falha estrutural ou o combustível remanescente a bordo poderiam ter causado a explosão. Este fato reforça a necessidade de gerenciamento mais eficaz e regulamentações internacionais para mitigar os riscos associados ao lixo espacial e garantir a segurança das operações espaciais.
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