
Em um marco histórico para a exploração espacial, a sonda Chang’e 6, da China, regressou ao nosso planeta no último dia 25 de junho, trazendo consigo amostras inéditas do lado oculto da Lua. Este feito marca a primeira vez que materiais dessa área tão pouco explorada são coletados por uma nação. Ainda mais impressionante, a sonda carregava imagens capturadas pelo mini-rover 'Jinchan', que pesa cerca de cinco quilos e foi fundamental durante a missão ao registrar momentos críticos, como o pouso no lado obscuro lunar.
A Administração Espacial Nacional da China (CSNA) não apenas compartilhou essas conquistas, mas também aproveitou para lançar novas imagens e um vídeo em 4K que exibe vistas panorâmicas deslumbrantes do lado oculto. O vídeo destaca a Bacia Aitken do hemisfério Sul, um local com 2.500 km de diâmetro e que surgiu há mais de quatro bilhões de anos, conhecido por suas anomalias gravitacionais e sinais de atividade magmática passada.
As investigações da missão Chang’e 4 já haviam sido revolucionárias, revelando a presença de material do manto lunar na cratera Von Kármán, além de detectarem emissões radioativas de baixa frequência. Essa pesquisa prévia pavimentou o caminho para a Chang'e 6, que pousou na cratera de impacto Apollo, também na Bacia Aitken, onde realizou a coleta de amostras após dois dias de operações intensivas.
Além de consolidar o conhecimento sobre o lado oculto da Lua, esses estudos sugerem a existência de depósitos de água em áreas permanentemente ocultas, abrindo novas possibilidades para futuras missões lunares e a longa duração da exploração humana do espaço. A CSNA já planeja novas missões, prometendo continuar a expansão de nossas fronteiras finais.
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