
Uma equipe de químicos da Universidade McGill, em colaboração com um colega da Charité-Universitätsmedizin, Alemanha, fez uma descoberta significativa sobre o processo que os mexilhões utilizam para se fixar em rochas, bem como para se soltar rapidamente conforme necessário. O estudo, publicado na revista Science, investigou a interface entre o tecido do mexilhão e o feixe de filamentos usados para ancoragem. Guoqing Pan e Bin Li, da Universidade de Jiangsu e da Universidade de Soochow, respectivamente, ambas na China, destacaram a pesquisa em um artigo de Perspectiva na mesma edição da revista.
Os mexilhões são moluscos bivalves presentes em ambientes de água doce e salgada e se prendem a objetos sólidos por meio de fios de bisso, também conhecidos como 'barba'. A equipe utilizou uma combinação de técnicas de imagem e espectroscopia para observar que as extremidades dos fios de bisso se entrelaçam com camadas de tecido vivo, cobertas por aproximadamente 6 bilhões de cílios móveis. Essa vasta quantidade de cílios facilita uma interação mecânica intensa, permitindo uma aderência forte e, ao mesmo tempo, uma soltura rápida quando necessário.
Além disso, a movimentação dos cílios, impulsionada por neurotransmissores, reforça a ligação entre os materiais e facilita a liberação rápida. Os pesquisadores teorizam que esse movimento dos cílios é controlado por serotonina e dopamina, sugerindo uma biointerface complexa e dinâmica. Esta descoberta não apenas lança luz sobre os mecanismos únicos de adesão dos mexilhões, mas também poderia inspirar o desenvolvimento de novas tecnologias de adesivos na bioengenharia. O estudo é um testemunho do processo editorial rigoroso da Science X, que enfatiza a credibilidade do conteúdo científico. Créditos das descobertas e imagens vão para Jenaes Sivasundarampillai e a rede Science X.
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