
A nova inteligência artificial do Google, denominada Gemini, teve um início operacional aquém das expectativas criadas pelo seu anúncio. Desde o lançamento, usuários e imprensa relataram que o sistema apresenta respostas imprecisas e enfrenta as usuais 'alucinações' características das IAs em desenvolvimento. Além disso, a IA solicita frequentemente que os usuários realizem buscas por conta própria.
Há registros de dificuldades do Gemini em processar línguas diferentes do inglês, fornecendo informações incorretas que poderiam ser facilmente verificadas no buscador do Google. Um exemplo notável foi a confusão sobre o ganhador do Oscar de melhor ator em 2023, onde inicialmente negou a realização do evento, e na sequência, creditou o prêmio ao ator errado.
Em casos de temas delicados, como o conflito entre Israel e Gaza, Gemini optou por não responder, direcionando os usuários novamente para o motor de pesquisa da empresa. Comparativamente, outras IAs do mercado, incluindo Gork, Bing e o ChatGPT, entregaram resultados mais precisos, colocando em evidência o estágio inicial em que o Gemini se encontra.
O Google promete melhorias significativas com a atualização Ultra do Gemini, prevista para 2024, que visa superar as capacidades do ChatGPT com GPT-4. Atualmente, o Gemini opera nas versões Pro, utilizada nos testes e integrada ao Bard, e Nano, projetada para eficiência em dispositivos móveis. Apesar disso, testes preliminares mostram performance similar à da concorrência, e o Google reconheceu que os vídeos de demonstração divulgados foram editados, e não capturados em tempo real.
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