Na busca contínua por compreender e aprimorar a comunicação espacial, cientistas utilizam a sonda Voyager 1, que mesmo a bilhões de quilômetros de distância, ainda consegue transmitir dados para a Terra. Para isso, assume-se o uso de uma antena de 70 metros, parte da Deep Space Network, e frequências de transmissão de 8.4 GHz, visando uma formação de feixe mais eficaz. Apesar dos desafios, como a própria sonda operar mais eficientemente em frequências mais baixas, a Voyager 1 envia cerca de 160 bits por segundo a uma potência de 23 W. Isso resulta em aproximadamente 2.6x10^22 fótons por bit, considerando a energia por fóton de 5.5 yoctojoules. No entanto, devido à distância colossal de 23,5 bilhões de quilômetros até a Terra, o sinal que chega é extremamente fraco, com apenas 1.3 attowatts sendo captados pela antena. Isso equivale a cerca de 240.000 fótons por segundo ou 1500 fótons por bit, assumindo o uso da frequência de 8.3 GHz. Levando em conta perdas possíveis, esse número pode ser reduzido pela metade. Esse cenário destaca não só os avanços tecnológicos que permitem a comunicação interplanetária, mas também os limites impostos pela física, onde até mesmo a mínima eficiência é crucial para o sucesso das missões espaciais.
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