Em uma fascinante análise de tecnologia, especialistas realizaram uma comparação entre o histórico Computador de Guia da Apollo 11 (AGC), que desempenhou um papel crucial na aterrissagem lunar de 1969, e os microchips de carregadores USB-C modernos. Surpreendentemente, descobriu-se que os carregadores de parede USB-C atuais, como o Google Pixel 18W Charger, Huawei 40W SuperCharge e Anker PowerPort Atom PD 2, contêm CPUs que, em termos de capacidade de processamento e memória, superam significativamente o AGC.
O AGC apresentava uma frequência de relógio mestre de 1.024MHz, sem aritmética de ponto flutuante e apenas um registro acumulador para operações aritméticas. Já o Anker PowerPort Atom PD 2 utiliza um CYPD4225 com um CPU ARM Cortex-M0, que opera com uma velocidade de relógio de 48MHz. Esses carregadores de parede possuem uma capacidade de armazenamento e uma velocidade de execução de instruções que ultrapassam o computador que ajudou a levar o homem à lua. Por exemplo, o AGC levava 72 ciclos para realizar uma divisão, enquanto o CYPD4225 pode executar milhares de instruções aritméticas no mesmo intervalo de tempo.
Além disso, o espaço de armazenamento de programas é notavelmente maior nos modernos carregadores USB-C. Enquanto o AGC armazenava 36.864 palavras de 15 bits, o CYPD4225 pode armazenar 128KB em flash, o que é aproximadamente 1,9 vezes mais informações. Em termos de memória de acesso aleatório (RAM), o Anker PowerPort Atom PD 2 possui mais do que o dobro da RAM do AGC, oferecendo assim uma capacidade computacional significativamente maior.
Contudo, apesar do avanço tecnológico desses chips, especialistas apontam que eles não são adequados para o ambiente espacial e não foram projetados para suportar as complexidades de uma missão espacial como a Apollo 11. A redundância e a confiabilidade dos sistemas computacionais da Apollo foram essenciais para o sucesso da missão, e esses aspectos não podem ser replicados apenas pelo poder de processamento superior dos carregadores atuais.
A comparação destaca o incrível avanço da tecnologia de semicondutores nas últimas décadas, mas também ressalta a engenhosidade e a robustez dos sistemas de computação desenvolvidos para a exploração espacial na década de 1960. Afinal, a missão Apollo 11 foi uma façanha notável que permanece como um testemunho da capacidade humana de superar desafios com a tecnologia disponível na época.
Confira os últimos vídeos publicados no canal