
Cinco faixas essenciais de Ozzy Osbourne para sua playlist
Mark Savage, correspondente musical, destaca que Ozzy Osbourne, tanto como artista solo quanto integrante do Black Sabbath, vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo. Diante de um catálogo tão vasto, selecionar apenas algumas músicas é um desafio. No entanto, aqui estão cinco faixas que não podem faltar na playlist de ninguém.
1) Paranoid
Criada como um "preenchimento" de última hora para o segundo álbum do Black Sabbath, essa canção se tornou o maior sucesso da banda. A letra narra a luta de um homem contra suas vozes internas, acompanhada de um dos riffs mais poderosos do rock. "De vez em quando, você recebe uma música do nada", comentou Osbourne. "É um presente."
2) Crazy Train
Esta faixa deu início à carreira solo de Osbourne e possui um tom surpreendentemente otimista, desconsiderando a paranoia da Guerra Fria e afirmando: "Talvez não seja tarde demais para aprender a amar." No entanto, o riso maníaco nos versos finais sugere que essa visão pode vir de um homem enlouquecido.
3) Sabbath Bloody Sabbath
A fama do Black Sabbath por temas sombrios muitas vezes ofuscava suas capacidades melódicas. Contudo, Osbourne era um grande admirador dos Beatles. A influência deste grupo é perceptível no coro pastoral da canção, que é interrompido pelo poderoso solo de guitarra de Tony Iommi. A crítica feroz de Osbourne à indústria musical, resumida na frase: "Que se dane todos vocês", certamente teria recebido aprovação de John Lennon.
4) Changes
Essa balada ao piano, lançada em 1972, revelou o lado mais suave da banda e foi escrita sobre o término de um relacionamento que o baterista Bill Ward estava enfrentando. "Eu achei a música brilhante desde a primeira vez que a gravamos", declarou Osbourne, que mais tarde regravou a canção em um dueto com sua filha, Kelly, alcançando o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido.
5) Mr Crowley
Inspirada no notório ocultista Aleister Crowley, essa faixa do álbum Blizzard of Ozz de 1980 permitiu que Osbourne explorasse sua imagem de mock-satanista. Além disso, ajudou-o a se distanciar da sombra do Black Sabbath, apresentando um som pesado e psicodélico, finalizado por um solo de guitarra arrebatador de Randy Rhoads.
Para ouvir mais: War Pigs e Iron Man são clássicos atemporais, enquanto Diary of a Madman e Suicide Solution são capítulos cruciais na discografia solo de Osbourne. Também vale a pena conferir Patient Number 9, faixa-título de seu álbum final, que encerrou sua carreira em grande estilo.
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