
Pequim, Reuters - A China atinge um marco importante na exploração espacial com a sonda Chang'e-6, que já está preparada para retornar à Terra carregando amostras valiosas do lado oculto da Lua. Este lado, que não pode ser visto da Terra, foi pousado pela sonda no último sábado, horário de Brasília, numa área não explorada anteriormente, especificamente na vasta cratera Apollo, situada na bacia Polo Sul-Aitken. A missão é pioneira ao ser a primeira a trazer amostras deste segmento lunar.
A Chang'e-6, que recebeu o nome da deusa lunar da mitologia chinesa, foi lançada em 3 de maio de Hainan, China. Desde então, a sonda, operando de forma totalmente robótica, teve apenas 14 horas para coletar, perfurar e encapsular cerca de 2 kg de material lunar, com o objetivo de entender melhor a origem do Sistema Solar. Estes esforços seguem o legado das missões Apollo e Luna 24, que realizaram coletas similares, porém no lado visível da Lua.
"Acredita-se que a bacia Polo Sul-Aitken tenha se formado durante um período de bombardeio extremamente intenso, um evento crucial na história do Sistema Solar", explicou James Carpenter, chefe do escritório de ciência lunar da ESA. Ele enfatiza que as amostras podem ser decisivas para confirmar essa teoria.
As amostras serão transferidas para um foguete impulsionador, que se acoplará a uma nave na órbita lunar, e então trazidas de volta ao nosso planeta, com pouso previsto na China no dia 25 deste mês. Esta missão não apenas reforça a capacidade chinesa em exploração espacial, como também promete avanços significativos na compreensão de nosso sistema planetário.
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