
Uma cápsula do tempo contendo uma coleção de músicas de 222 artistas renomados foi recentemente depositada na Lua pela nave Odissey, numa iniciativa que busca perpetuar o legado cultural da humanidade. A seleção musical, que inclui ícones como Jimi Hendrix, Elvis Presley e Janis Joplin, tem como objetivo reviver o espírito de momentos marcantes da história, como Woodstock e o Verão do Amor.
A missão, idealizada pela Space Blue e apoiada pela SpaceX de Elon Musk, também inclui registros históricos importantes, como o show 'Dark Side Of The Moon' do Pink Floyd e documentários sobre a condição climática da Terra. Além das músicas, obras de arte de mestres como Rembrandt e Van Gogh também fazem parte do acervo lunar, que abrange desde um fragmento cuneiforme sumério até batidas modernas de Timbaland.
Dallas Santana, da Space Blue, destaca a importância de se preservar essas expressões culturais não apenas para possíveis civilizações extraterrestres, mas também para futuras gerações terrestres em um contexto pós-apocalíptico. Este projeto também serve como um lembrete das consequências das ações humanas, como as mudanças climáticas e a ameaça nuclear.
O catálogo musical, que conta com a colaboração da Melody Trust, dispõe de mais de 25 mil músicas, algumas das quais nunca foram lançadas. Dallas espera que, através dessa iniciativa, as mensagens de amor e paz da geração Woodstock possam ser relembradas e perpetuadas.
O diretor de 'Refugiados Climáticos', Michael P. Nash, ressalta que a cápsula do tempo na Lua serve como um testamento da história humana, caso desastres globais ou próprios atos de autodestruição apaguem a civilização da Terra. Enquanto isso, a possibilidade de um dia alienígenas compartilharem dessa herança cultural em eventos na Terra é um pensamento que fascina e entusiasma entusiastas da música e da ciência espacial.
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