Falha crítica no kernel expõe servidores Linux, e atraso da Ubuntu gera críticas
Uma vulnerabilidade no código TCP do kernel Linux, identificada como CVE-2026-98432, recebeu nota 9,8 no sistema CVSS. Segundo o relato, a falha existe desde 2016 e pode ser explorada remotamente. A Anthropic afirma ter desenvolvido um método funcional capaz de obter acesso de root a um servidor afetado, o que permitiria o controle total da máquina.
O texto afirma que Debian publicou uma correção em 16 de outubro, enquanto as versões ainda suportadas da Ubuntu — inclusive as LTS — continuavam classificadas como vulneráveis em 2 de novembro. O autor critica a demora e questiona a promessa da empresa de oferecer atualizações rápidas para falhas graves, observando que já haviam se passado mais de duas semanas desde a correção do Debian.
A comparação também inclui distribuições mantidas por comunidades, como Arch e Alpine, que, segundo o relato, já disponibilizaram o conserto. A demora da Ubuntu é apontada como especialmente preocupante por se tratar de uma empresa que comercializa serviços de segurança.
O autor diz ter perdido a confiança na distribuição e afirma que pretende migrar seus servidores. Como não conseguiu transferir os serviços e os dados a tempo, relata que precisou retirar do ar as máquinas Ubuntu. Ele explica que usava o sistema sobretudo por ser uma opção comum entre provedores de VPS e por considerá-lo uma distribuição LTS estável e confiável.
A situação descrita evidencia o impacto que atrasos na distribuição de correções podem ter sobre a confiança dos usuários, sobretudo quando uma falha permite exploração remota e obtenção de privilégios máximos. O relato informa que o status das atualizações foi verificado em 2 de novembro de 2026, às 14h48 UTC.
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