
Um novo mistério foi desvendado pelos astrônomos, que descobriram um buraco negro intermediário que se localiza no coração de uma aglomeração de estrelas que flutua pela Via Láctea. O aglomerado globular conhecido como Messier 4, localizado a 6 mil anos-luz de distância, parece estar agrupado em torno de um buraco negro cerca de 800 vezes a massa do Sol.
Esta descoberta é importante, pois os buracos negros intermediários são raros e caem em uma faixa de massa incomum, entre buracos negros menores e buracos negros supermassivos. Até agora, as detecções desses buracos intermediários foram principalmente indiretas e inconclusivas, mas este é um dos melhores candidatos até agora.
A existência desses buracos negros intermediários pode ajudar a resolver um dos maiores mistérios dos buracos negros. Atualmente, sabemos que há duas populações distintas de buracos negros: os buracos negros de massa estelar, que chegam a cerca de 100 vezes a massa do Sol, e os buracos negros supermassivos, que ficam no centro das galáxias e têm milhões a bilhões de massas solares.
A existência dos buracos negros intermediários pode ser uma pista para entendermos como os buracos negros supermassivos são formados. Isso porque, atualmente, não temos certeza de como eles crescem, se é através da fusão sucessiva de buracos negros menores ou através da absorção de matéria.
Os astrônomos acreditam que os buracos negros intermediários podem ser encontrados no coração dos aglomerados globulares, que são grupos densos e esféricos de cerca de 100.000 a 1 milhão de estrelas, que foram formados a partir da mesma nuvem de gás. Estudos anteriores sobre aglomerados globulares encontraram altas concentrações de massa em seus centros, consistentes com as faixas de massa dos buracos negros intermediários.
A descoberta deste buraco negro intermediário no Messier 4 é um dos melhores candidatos até agora e pode ajudar a resolver um dos maiores mistérios dos buracos negros. Os pesquisadores estão aconselhando mais observações do aglomerado usando o Telescópio Espacial Hubble e o Telescópio Espacial James Webb para melhorar a compreensão dos movimentos das estrelas dentro dele.
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