
Os mamutes, enormes criaturas que vagavam pela Europa, Ásia e América do Norte, desapareceram de seus extensos territórios há cerca de 15.000 anos, restando apenas algumas populações isoladas em pequenas ilhas. Uma dessas exceções foi a Ilha de Wrangel, localizada a mais de 130 quilômetros ao norte da costa da Sibéria e do tamanho do estado de Delaware, onde esses animais conseguiram sobreviver por milhares de anos, até mesmo durante a era da construção das Grandes Pirâmides no Egito.
Contudo, há 4.000 anos, os mamutes de Wrangel se extinguiram, marcando o fim definitivo da espécie. Ao longo das últimas duas décadas, Love Dalén, geneticista da Universidade de Estocolmo, junto com sua equipe, dedicou-se a extrair e analisar DNA dos fósseis encontrados na ilha. Recentemente, eles conseguiram reconstruir genomas completos desses mamutes, lançando luz sobre a história genética desses animais intrigantes.
Os resultados da pesquisa, publicados na última quinta-feira, revelaram que a população da ilha foi estabelecida por um pequeno grupo de menos de dez mamutes há aproximadamente 10.000 anos. Apesar de a colônia ter perdurado por 6.000 anos, os estudos indicam que os mamutes enfrentaram uma série de distúrbios genéticos. A pesquisa ressalta a resiliência e ao mesmo tempo a fragilidade dessas icônicas criaturas diante de desafios ambientais e genéticos.
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